domingo, 29 de dezembro de 2013

Feliz 2014 para todos Professores, Alunos, Funcionários e Comunidade em Geral

Domingo 29 de Dezembro de 2013, 18:13



A Escola Antonio Avelino através de sua direção e demais funcionários vem através desta pagina web deixar uma mensagem de Feliz ano novo para toda a comunidade em geral em especial a nossos alunos.

Mensagem!

"É hora de refazer seus sonhos ainda não realizados e acreditar que irá concretizá-los. Soltar um olhar solidário e acalantador para os seus amigos e bocejar para os inimigos. Aprender com os erros do ano já ido e brindar o ano bem vindo com um sorriso. Correr ao encontro daquele amor ainda não perdido ou surpreender mais uma vez o amor já conquistado. Desejo a você um ano repleto de luz, amor, saúde e prosperidade. Feliz Ano Novo!" (Autor Desconhecido).

Créditos: Francisco Anderson

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Governo paga folha de dezembro nesta sexta-feira

Quinta-feira, 26 de dezembro de 2013 - 10h41


O Governo da Paraíba paga, nesta sexta-feira (27), os salários dos servidores referentes ao mês de dezembro. De acordo com a Secretaria de Estado da Administração, os aposentados, pensionistas, servidores da ativa da administração direta e indireta receberão os vencimentos em um único dia.

Com o pagamento do mês de dezembro, o Governo injeta, nesta sexta-feira, na economia paraibana, R$ 262,3 milhões, incluindo os R$ 24,8 milhões pagos aos 14º e 15º salários para os 16.360 professores e servidores da educação selecionados nos prêmios Mestre da Educação e Escola de Valor.

No último mês do ano, o Governo do Estado mantém o compromisso com o pagamento da folha sempre dentro do mês trabalhado.

Fonte: GOVPB

domingo, 22 de dezembro de 2013

Guia de Profissão 2013 – Engenharia Química


De uma forma geral, Engenharia Química é o ramo da engenharia responsável por projetar, construir e operar plantas industriais. Assim sendo, o engenheiro químico desenvolve processos industriais que empregam transformações físico-químicas, criando, por exemplo, técnicas de extração de matérias-primas, bem como de sua utilização ou transformação em produtos químicos e petroquímicos, como tintas, plásticos, têxteis, papel e celulose.
Mas como toda engenharia, as pessoas formadas em engenharia química podem desempenhar inúmeras outras funções, como desenvolver produtos e equipamentos, pesquisar tecnologias mais eficientes, projetar e dirigir a construção de fábricas, usinas e estações de tratamento de rejeitos industriais.

Média Salarial inicial
De acordo com o CREA-SP, o salário inicial médio é de R$ 3.732,00 (6 horas diárias).

Onde estão os melhores cursos?
Segundo o Guia dos Estudantes 2013, estes são os melhores cursos de Engenharia Química do país.
*lista em ordem alfabética e organizada por estado

Entrevista
Para conhecer um pouco mais sobre essa profissão, convidamos para um bate-papo o engenheiro químico Bernardo Kerches Navarro, formado no ano de 2008 pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) e que atua no momento como Coordenador de Engenharia de Aplicação.

1- Porque escolheu o curso de Engenharia Química?
Sempre gostei de exatas, e como engenharia é um curso amplo, decidi fazer o vestibular. A química veio um pouco depois, após ver que o mercado de atuação é ainda mais amplo, mas eu também já tinha afinidade com a química.


2 – O que achou do curso? Cite as principais dificuldades encontradas ao longo do mesmo.
Muito bom. Não me arrependo em nada de ter feito. Como todas as engenharias o curso é bem puxado, necessitando de empenho. Dificuldade de encontrar o primeiro estágio. Hoje em dia o mercado está cada vez mais competitivo, portanto quanto antes o início, melhor será.


3- De maneira geral, existe muita confusão, principalmente por parte dos vestibulandos, quanto as diferenças entre os cursos de Química e Engenharia Química. Poderia elucidar um pouco, para nossos leitores, essas diferenças?
A diferença é simplesmente a MASSA! O químico trabalha com miligramas, gramas, litro. Já o engenheiro trabalha com toneladas, metro cúbico. Simplesmente a ordem de grandeza (em oportunidades). Hoje em dia a possibilidade de um engenheiro assumir altos cargos em uma empresa é infinitamente maior que o químico.


4 – Como é exercer a profissão de engenheiro químico? Conte-nos um pouco sobre sua rotina.
Hoje o engenheiro tem um mercado enorme, e acredito que o engenheiro químico tenha um mercado ainda maior. Normalmente o engenheiro químico trabalha em processos industriais. Porém, eu optei pela área comercial, aplicando equipamentos em processos industriais, um dos motivos que me levam a crer que nós engenheiros químicos temos um grande mercado. Minha rotina se baseia principalmente em contatos com clientes, seja por telefone ou em campo mesmo, mas nunca deixando a engenharia de lado, o conhecimento é inerente ao bom vendedor.


5- No atual momento econômico brasileiro, qual a sua opinião em relação ao mercado de trabalho e as oportunidades para os engenheiros químicos?
O mercado estava um pouco estagnado desde o início do ano, mas tem demonstrado reação. Uma coisa é fato, para bons profissionais nunca faltará oportunidade, por isso vale a dica, quanto mais cedo começar e mais preparado estiver, estará sempre um passo a frente de seus concorrentes.


6- Gostaríamos que desse dicas, conselhos ou qualquer outro tipo de informação que ajude nossos leitores que pretendem seguir a sua profissão. Fique a vontade!
Para todas as áreas faltam profissionais qualificados. Um ponto é fato, esteja preparado, pois as oportunidades aparecem e batem a sua porta mas você não pode agarrá-las. O mercado é carente de profissionais comprometidos, que realmente fazem a diferença.
Há uma metáfora interessante com relação ao seu comprometimento. É o bife a cavalo, que seria um bife com um ovo frito em cima. Quem você é? A galinha que botou o ovo e foi embora ou o boi que deixou o pedaço dele para atingir o objetivo?
Na grande maioria dos casos só vai depender de você, isso vai te colocar na frente de seus concorrentes.

Guia de Profissão 2013: Engenharia Elétrica



Você conseguiria falar o que quaisquer ramos em desenvolvimento de um país têm em comum? Claro que várias respostas caberiam a essa pergunta. Mas certamente uma resposta impossível de contestar seria o aumento da necessidade de energia elétrica. Desenvolvimento e tecnologia estão intimamente ligados ao aumento da demanda energética.

E é justamente nessa hora que entra a importância de um dos cursos mais badalados em qualquer universidade: Engenharia Elétrica, ramo da engenharia que lida com a geração, a transmissão, o transporte e a distribuição da energia elétrica.
Sendo assim, o engenheiro eletricista está habilitado para planejar, supervisionar e executar os mais variados projetos nas diversas áreas relacionadas à energia elétrica. Desde uma usina hidroelétrica, por exemplo, até pequenos (e complexos) circuitos eletrônicos.


Média Salarial
Segundo o CREA-SP, o piso salarial varia entre R$ 4.500 e R$ 5.300, de acordo com os valores estipulados pelo governo federal em 2012.


Onde estão os melhores cursos?
Segundo o Guia dos Estudantes 2012, estes são os melhores cursos de engenharia elétrica do país.
*lista em ordem alfabética e organizada por estado

Entrevista
Para elucidar um pouco mais sobre engenharia elétrica, do curso ao mercado de trabalho, convidamos para uma entrevista Marcelo Pravata, engenheiro eletricista formado pela USP (Universidade de São Paulo) de São Carlos, atual Gerente de Vendas para a América Latina da Multinacional americana FLIR Systems.


1- Porque escolheu o curso de Engenharia Elétrica?
Eu tive a influência direta do meu pai, que é técnico em eletrônica, e me sugeriu o curso pela diversas oportunidades de trabalho no mercado, seja atuando como projetista, pesquisa e desenvolvimento, consultoria, manutenção na área eletro-eletrônica ou mesmo em áreas administrativas e cargos de chefia em grandes empresas. O Engenheiro, de uma maneira geral, é muito valorizado no mercado de trabalho pela sua capacidade de resolver problemas.


2 – O que achou do curso? Cite as principais dificuldades encontradas ao longo do mesmo.
O curso é bastante pesado, com muita matemática do primeiro ao quinto ano, além de várias matérias ligadas à computação. Nos últimos anos existem também muitas aulas de laboratório, que ajudam a dar uma visão mais prática da profissão. Segundo uma reportagem da Folha de São Paulo que li há alguns anos, o curso de Engenharia Elétrica foi eleito o mais difícil de se concluir, até mesmo comparando com o de Medicina, apesar de ser menos concorrido no vestibular. Com relação às dificuldades no curso, isso pode variar bastante de uma pessoa para outra. Eu tinha uma base muito forte de Matemática e Física, adquirida no Ensino Médio e Curso Pré-Vestibular, mas não tinha nenhuma experiência com linguagens de programação, somente o básico de Informática. Por isso tive mais dificuldades em matérias ligadas à Computação.


3 – Como é exercer a profissão de Engenheiro Eletricista? Conte-nos um pouco sobre sua rotina.
Eu trabalho atualmente como Gerente de Vendas para a América Latina em uma Multinacional americana fabricante de Câmeras Térmicas e Instrumentos de Teste e Medição. Passo 40% do meu tempo viajando por todo o Brasil e América Latina, visitando canais de distribuição, clientes e realizando palestras técnicas. A utilização do Espanhol e do Inglês é diária e a facilidade com idiomas me ajudou a entrar no mercado de trabalho. A área de Vendas também é muito orientada pela busca de resultados com acompanhamento rigoroso do desempenho das vendas.


4- Neste momento econômico, qual a sua opinião em relação ao mercado de trabalho e as oportunidades para os profissionais da sua área?
Apesar da taxa de desemprego no Brasil estar baixa, eu vejo que o cenário do mercado de trabalho de uma maneira geral não está muito positivo, principalmente devido à crise que atinge os países ricos. Porém existem alguns segmentos do mercado com um grande crescimento, como por exemplo as empresas do ramo alimentício e também fabricantes de equipamentos médicos.


5 – Quais as principais características que você acredita serem necessárias para aqueles que cursam engenharia e/ou exercem a profissão?
Raciocínio lógico, habilidade com números, capacidade de resolver problemas, criatividade e facilidade de adaptação à novas tecnologias.


6- Gostaríamos que desse dicas, conselhos ou qualquer outro tipo de informação que ajude nossos leitores a decidir seguir (ou não) a sua profissão. Fique a vontade!
Existe uma especialização na Engenharia Elétrica conhecida como Bioengenharia, que é voltada para o desenvolvimento de equipamentos eletrônicos que auxiliam a medicina, como as próteses eletrônicas por exemplo. As empresas da área médica podem ter diversas oportunidades para o Engenheiro Eletricista, pois o curso de engenharia elétrica estimula o estudante a ter uma visão tecnológica. Essa característica é muito marcante em empresas do ramo Médico. Um exemplo é a Philips, multinacional tradicional na fabricação de equipamentos eletrônicos como aparelhos de som e TV, mas que vem investindo cada vez mais em sua divisão de equipamentos médico-hospitalares de última geração.

FONTE: PORTAL INFOENEM

Guia de Profissão 2013: Engenharia da Computação


Numa palestra de um professor da Poli (USP) feita na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), talvez a frase mais marcante tenha sido que, para ele, a profissão que mais traz qualidade de vida para a população seja a engenharia.
E se pararmos para pensar um pouco, a afirmação do palestrante faz todo sentido. Pontes, celulares, casas, computadores, automóveis, aparelhos hospitalares, tablets, antenas, geladeiras, câmeras, aviões, energia elétrica, rádios, gasolina etc. Esses são apenas alguns, dos infinitos exemplos, que não estaríamos usufruindo se não contássemos com os engenheiros.

Devido a essa imensa importância, é evidente que a profissão, ainda mais num país que busca um maior crescimento econômico, está (e continuará) muito valorizada.

E qual o “lado ruim” disso tudo? A disputa por vagas em engenharia nas grandes universidades brasileiras é desumana.
Dificuldades de acesso à parte, vamos falar um pouco mais sobre uma das engenharias mais badaladas: A Engenharia da Computação. Dentre as inúmeras funções que um engenheiro da computação pode assumir, podemos sintetizar que esses profissionais apresentam um conjunto de conhecimentos que serão utilizados para projetar e desenvolver computadores e seus periféricos, sendo responsáveis também pela integração dos sistemas de hardware e software.

Salário inicial
Segundo o CREA, o salário médio inicial é de R$ 3.732,00 (por 6 horas diárias);


Onde estão os melhores cursos?
Segundo o Guia dos Estudantes 2012, estes são os melhores cursos de Engenharia da Computação do país.

*Os dados estão organizados por estado e ordem alfabética.

Entrevista
Mas como é o dia a dia e as reais perspectivas desses profissionais no atual mercado de trabalho brasileiro? Para nos ajudar nessas e outras dúvidas, convidamos o pessoal do “Bit a Bit”, blog criado e mantido por alunos e ex-alunos de Engenharia de Computação da Universidade Estadual de São Paulo (USP). Fomos prontamente atendidos pelos engenheiros Eduardo Russo e Rafael Barbolo Lopes.

Segue a entrevista concedida por Eduardo.

1- Porque escolheu engenharia da computação?
Engenharia de Computação foi minha segunda faculdade. Me formei em Desenho Industrial em 2001. Desde formado, trabalhei com web design e meu foco sempre foi a parte tecnológica. Acabei cada vez mais gostando disso e resolvi cursar uma segunda faculdade focada em tecnologia.
Pesquisei bastante entre os cursos de Sistemas de Informação, Ciência da Computação e Engenharia de Computação (na Poli, pelo menos, é de, não da).
Escolhi engenharia pelo fato de ser um curso mais abrangente e que tinha mais a ver com meu perfil. Muitos líderes de diversas empresas cursaram engenharia e isso me fez ter mais interesse por esse curso.


2 – O que achou do curso? Cite as principais dificuldades encontradas ao longo do mesmo.
No geral o curso é bastante puxado e aborda os principais assuntos que, acredito, um profissional da área de engenharia de computação deve ver antes de ir para o mercado de trabalho. Na Poli, pelo menos, o curso é bastante voltado a formar uma base e quase nada voltado para o mercado, o que, na minha visão, forma um profissional mais completo, que de fato sabe como utilizar essa base, independente da tecnologia.
Não conheço a fundo o curso de outras faculdades, mas acredito que as melhores também se foquem nesse aspecto de dar uma base para o profissional e não em formar um técnico.
No geral, afirmo que é um curso difícil e que exige bastante dedicação. No início do curso eram muitas provas de assuntos genéricos (cálculo, química, física etc) e no final, muitos trabalhos complexos e trabalhosos.
Um dos grandes aprendizados que tive na faculdade foi aprender a não depender das aulas para aprender, já que vários professores deixavam bastante a desejar. Hoje consigo me virar em qualquer assunto, mesmo nunca tendo ouvido falar do mesmo, sei como pesquisar, buscar livros, colegas etc. Isso acaba fazendo parte do nosso perfil… aprendemos a resolver problemas de qualquer tipo.


3 – Uma das dúvidas mais comuns entre os vestibulandos é a diferença entre ENGENHARIA da comutação e CIÊNCIA da computação. Poderia nos esclarecer?
Já conversei algumas vezes com cientistas para me aprofundar nas diferenças e igualdades entre os cursos.
Ciências é um curso bem forte caso o foco seja desenvolver software. Você aprenderá as entranhas, o planejamento, a construção… provavelmente verá várias linguagens de programação e aprenderá profundamente algumas delas. Entenderá como solucionar diversos problemas usando e criando algorítmos e terá uma base matemática bem forte.
Engenharia é um curso mais generalista e você terá uma visão mais macro do computador. Terá várias matérias não relacionadas a computação, terá uma base mais profunda de hardware e como ele se comunica com o software.
Aprenderá muita lógica, mas não será nenhum mestre de programação (se depender da faculdade) em uma linguagem específica. Entenderá todas as entranhas de um sistema computacional, desde os componentes básicos até o sistema operacional.
PS. Caso tenham interesse, escrevi um texto bastante extenso detalhando o curso: http://www.bitabit.eng.br/2012/06/26/por-que-escolhi-fazer-engenharia-de-computacao/


4 – Como é exercer a profissão de engenheiro da computação? Conte-nos um pouco sobre sua rotina.
Essa pergunta é bastante complicada e quase impossível de responder de maneira satisfatória.
Se 90% dos engenheiros civis viram “engenheiro civil” e vão planejar, calcular e coordenar a construção de casas e prédios, o mesmo não ocorre na engenharia de computação. Não existe um “cargo” de engenheiro de computação.
Entre meus colegas de sala, cada um atua em uma área, de uma forma. Desde formado, atuo como gerente de produtos e tenho colegas na área de desenvolvimento de software, arquitetura (de software), venda técnica, desenvolvimento de algoritmos para finanças, criação de jogos, gerentes de projeto etc.
É difícil descrever o dia a dia de cada um, mas garanto que pouco do que você viu na faculdade será utilizado de fato no dia a dia, mas toda a base recebida ao longo dos 5 anos de curso contribuem muito na hora de tomar cada decisão, na hora de pesquisar um assunto novo.


5- Neste momento econômico, qual a sua opinião em relação ao mercado de trabalho e as oportunidades para os profissionais da sua área?
Acredito que é uma área com muitas oportunidades. Temos algumas empresas gigantes da área, outras empresas gigantes que utilizam a área e milhares de pequenas empresas. Além disso, para os empreendedores, é uma área em que empreender é relativamente barato e por isso pipocam novos produtos de internet a cada dia.
6- Gostaríamos que desse dicas, conselhos ou qualquer outro tipo de informação que ajude nossos leitores a decidir seguir (ou não) a sua profissão. Fique a vontade!
Uma frase que sempre falávamos na faculdade é: “Não deixe a faculdade atrapalhar seus estudos”. O curso de Engenharia de Computação é apenas o começo da sua carreira, criando a base para que você se descubra a vá atrás do que realmente gosta.
As possibilidades são infinitas e cabe ao estudante ir atrás do que realmente o encanta. Compiladores, sistemas operacionais, criptografia, gerência de projetos, desenvolvimento de software, criação de novos produtos, vendas, processos etc. Oportunidade é o que não falta para um formado com uma boa base.

Rafael Barbolo Lopes, entretanto, discorda de alguns pontos de Eduardo em relação à diferença de Ciência da Computação e Engenharia de Computação. Veja o que afirmou Rafael:

“Ciência da computação era para ser um curso de ciência com foco em computação. Isso significa que os graduados deveriam ser capazes de evoluir teorias de computação usando os conceitos aprendidos. Por exemplo, seriam capazes de construir novos paradigmas de programação, novos algoritmos, novas linguagens, novas plataformas de computação.
Engenharia da computação era para ser um curso de engenharia com foco em computação. Isso significa que os graduados deveriam ser capazes de aplicar teorias e ferramentas de computação na resolução de problemas.
Colocando de forma simplória: o cientista inventa as ferramentas que o engenheiro usa.
Porém, essa é uma distinção difícil de fazer no campo de computação, pois os conhecimentos necessários para criar novas tecnologias nesta área são próximos dos conhecimentos necessários para aplicar essas tecnologias. Em muitas universidades com currículos acadêmicos avançados, incluindo Stanford e MIT, essa distinção não ocorre. Existem cursos de engenharia elétrica e cursos de ciência de computação, e eles são tratados de formas diferentes.
No Brasil, cada faculdade dá uma abordagem diferente para esses cursos. No caso da Poli-USP, a engenharia de computação, até pouco tempo, era bem generalista e acabava falhando em oferecer conceitos fundamentais de computação na grade obrigatória, como Inteligência Artificial e Algoritmos. Já o curso de computação do IME-USP tem uma abordagem matemática muito forte, o que pode ser desmotivante para quem quer trabalhar na área usando tecnologias.
Os cursos são diferentes porque as faculdades apresentam assim, mas os currículos não são.”

Nós, do portal infoEnem, agradecemos imensamente à turma do blog Bit a Bit, especialmente à Eduardo Russo e Rafael Barbolo Lopes.
Esperamos, com esse artigo, ter sanado pelo menos parte das dúvidas dos nossos leitores que, por uma razão ou outra, se interessam ou pensem em seguir essa fantástica profissão.

Fonte: InfoEnem

Guia de Profissão 2013: Engenharia Civil


Engenharia civil é o ramo da Engenharia que lida com a concepção, construção e manutenção do ambiente físico, construído ou natural, incluindo obras como estradas, barragens, edifícios e pontes. Em outras palavras, o engenheiro civil está capacitado e habilitado para projetar, gerenciar e acompanhar todas as etapas de uma construção ou reforma.

Dessa forma, a atuação desse profissional inclui a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação. Baseando-se nesses estudos, desenvolve o projeto, especificando partes importantes como as redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento do edifício, além de definir o material que será utilizado na construção. Já no canteiro de obras, chefia as equipes de trabalho, supervisionando prazos, custos, padrões de qualidade e de segurança.

Vale ressaltar também que, além de todas essas responsabilidades e funções, e assim como todo engenheiro, existem grandes possibilidades na ocupação em cargos administrativos.


Média Salarial inicial
Segundo o CREA-SP, o salário médio inicial é de R$ 3.732,00 (6 horas diárias).



Onde estão os melhores cursos?
Segundo o Guia dos Estudantes 2013, estes são os melhores cursos de Engenharia Civil do país.



Entrevista
Para conhecer mais sobre essa “badalada” engenharia, convidamos o Engenheiro Civil Lucas Biffe, 25 anos, formado pela UNESP (Campus Ilha Solteira/SP) no ano de 2011 e com passagem pela UNIVERSIDADE DO PORTO (Portugal – graduação “sanduíche”), no ano de 2009. No momento Lucas atua como Engenheiro Civil de Obras.


1- Porque escolheu o curso de Engenharia Civil?
Sempre gostei de construir coisas, desde os tempos de LEGO. E também, nos tempos de escola, era bom aluno na área de exatas. Assim, encontrei na Engenharia Civil a profissão perfeita que encaixou no meu perfil.


2 – O que achou do curso? Cite as principais dificuldades encontradas ao longo do mesmo.
Curso de Engenharia não é fácil, seja ela Civil, Mecânica, Elétrica… É preciso muito estudo, dedicação, empenho, determinação e muitas, muitas horas sem dormir. Devido ao curso ser integral, a carga horária é extremamente elevada. São muitas disciplinas, muitos trabalhos, muitas provas, e tudo ao mesmo tempo. Então, se você não se organizar, e se empenhar nos estudos, você vai sofrer mais ainda. Mas no fim, a recompensa da formatura vale todo o esforço.


3 – Como é exercer a profissão de engenheiro civil? Conte-nos um pouco sobre sua rotina.
Vida de engenheiro civil não é fácil. A responsabilidade que você tem, ao construir algo, e fazer com que aquilo se sustente, e o fato de estar lidando com vidas, é algo que pode (e vai) tirar seu sono, sua tranqüilidade. Mas, a grande recompensa de, ver uma obra de arte, se transformar numa estrutura para o bem da população é a maior gratificação para um engenheiro civil.


4- No atual momento econômico brasileiro, qual a sua opinião em relação ao mercado de trabalho e as oportunidades para os engenheiros civis?
Hoje, o mercado de trabalho está aquecido. Copa do mundo, Olimpíadas, obras do PAC, melhoria da infra-estrutura das grande cidades, são contribuintes para que este mercado acelere. Porém, a realidade é que isto não vai ser para sempre. A oferta de engenheiros está grande também, e a tendência é que o mercado comece sua desaceleração.


5- Gostaríamos que desse dicas, conselhos ou qualquer outro tipo de informação que ajude nossos leitores a decidir seguir (ou não) a sua profissão. Fique a vontade. 
A área da engenharia é linda. É exaustiva mas vale cada pingo de suor no corpo. Vale a pena seguir carreira e procurar o seu diferencial quanto aos outros, sempre!!! E com uma boa universidade, de renome, prestigiada, é um começo para se destacar quanto aos muitos que estão por vir. Portanto, dedique-se, estude bastante, e SERÁ UM GRANDE PROFISSIONAL!!!
  

Guia de Profissão 2013: Engenharia de Produção


Engenharia de Produção é o ramo da engenharia que planeja, projeta e gerencia sistemas organizacionais que envolvem recursos humanos, materiais, tecnológicos, financeiros e ambientais, visando principalmente melhorar a produtividade de uma empresa.
Certamente, uma das principais características desse engenheiro é a multidisciplinaridade, pois este profissional é capaz de unir conhecimentos de administração, economia e engenharia para racionalizar o trabalho, aperfeiçoar técnicas de produção e ordenar as atividades financeiras, logísticas e comerciais da empresa.
Já o curso, em geral, foca inicialmente nas disciplinas básicas de Engenharia (matemática, física, química e informática). Posteriormente, entram as matérias específicas de produção, como gestão de investimentos, organização do trabalho, economia e estratégia de empresas. Nos últimos anos, acrescentam-se as aulas de Sociais Aplicadas, como administração e economia.
Com uma formação tão ampla, esse profissional pode seguir por diversos caminhos na carreira. Alguns vão para a indústria, outros para a área de finanças, outros para áreas comerciais, outros, ainda, para a pesquisa ou abrem o próprio negócio. Se continuar investindo em sua formação, com mestrado, por exemplo, o profissional assume funções de gestão e direção, independente do ramo em que se encontra.


Média Salarial inicial
Segundo o CREA-SP, o salário médio inicial é de R$ 3.732,00 (6 horas diárias).



Onde estão os melhores cursos?
De acordo com o Guia dos Estudantes 2013, estes são os melhores cursos engenharia de produção do país.



Entrevista
Para conhecer mais sobre as possibilidades de um engenheiro de produção e sobre o respectivo curso, convidamos para uma entrevista Arthur Bortoluci, graduado pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar (2009) e que atua como gestor de negócios do CANAL KEY ACCOUNT FARMA, na empresa JOHNSON & JOHNSON.


1.Porque escolheu o curso de Engenharia de produção?
Todos sabem que escolher uma profissão aos 17/18 anos é uma tarefa muito complexa, pois a escolha direciona todos os seus próximos passos profissionais. Eu já sabia que queria seguir a carreira de engenheiro quando tinha esta idade, mas qual engenharia? Não conhecia a fundo o trabalho de nenhuma delas. Sabia que era uma profissão conceituada no mercado profissional, mas entre tantas opções escolhi uma engenharia que abrangia várias outras – Engenharia Física, uma novidade na época. Foi somente dentro da faculdade que percebi que para continuar no ramo de Engenharia Física teria que seguir no meio acadêmico, e não era isso que tinha imaginado. Comecei a buscar mais informações e o curso que abrangia todas as técnicas de engenharia administrativa, ou seja, a engenharia que abrangia várias áreas para o mercado de trabalho era a Engenharia de Produção. Logo, tomei minha decisão.


2. O que achou do curso? Cite as principais dificuldades encontradas ao longo do mesmo.
O curso ensina o aluno a ser um administrador com técnicas de engenharia. Força o estudante a ter um raciocínio rápido de engenheiro com técnicas que facilitam a vida de um profissional no mercado de trabalho. O foco principal é o planejamento e controle de uma linha de produção. A principal dificuldade que tive foi segurar minha ansiedade para trabalhar como engenheiro. O horário das aulas da UFSCar não possibilitava o inicio de estágio antes do último ano, ou seja, aprendíamos técnicas administrativas e ferramentas que nos ajudariam em uma linha de produção, mas não tínhamos como executar na prática.


3 Como é exercer a profissão de engenheiro de produção? Conte-nos um pouco sobre sua rotina.
Foi quando eu iniciei minha trajetória profissional que eu realmente percebi que tinha escolhido o curso certo. Eu queria uma Engenharia mais aberta, menos direcionada a um ramo específico, pois não sabia ao certo onde gostaria de trabalhar. E o curso de Engenharia de Produção fez com que eu tivesse a possibilidade de trabalhar em diversos ramos para que minha escolha fosse mais assertiva. O primeiro estágio que consegui foi na área de Marketing, em um banco. Nunca imaginaria que um engenheiro pudesse trabalhar na área de Marketing. Antes de terminar o curso, fiz meu segundo estágio, na área de qualidade em uma linha de produção fabril, e percebi que não era dentro de uma fábrica que gostaria de trabalhar. Por isso, quando me formei, busquei somente áreas relacionadas a Customer Service nos trainees que participei. Hoje sou um gestor de negócios na área de vendas, ou seja, um vendedor de produtos atendendo diretamente clientes de varejo. Mesmo assim utilizo muito as técnicas de melhorias de processo em uma linha de produção que aprendi na faculdade, apenas redirecionei para meu trabalho atual.


4. No atual momento econômico brasileiro, qual a sua opinião em relação ao mercado de trabalho e as oportunidades para os engenheiros de produção?
O mercado de trabalho sempre foi muito competitivo e as empresas pedem cada vez mais profissionais que consigam trabalhar em diversas áreas. A rotação de cargos, o chamado “job rotation”, está em alta nas empresas atualmente e este indicador facilita a entrada do engenheiro de produção no mercado. Outra grande característica deste profissional, e que está sendo valorizada atualmente pelo mercado, é a facilidade de visualizar oportunidades dentro de uma área específica. O engenheiro de produção consegue utilizar as ferramentas de melhorias de processos que aprende na faculdade em diversas áreas e não mais somente em uma linha de produção.


5. Quais as principais características que você acredita serem necessárias para quem escolher a profissão de engenheiro de produção?
A ideia de que a Engenharia de Produção consiste na Engenharia de Administração é pura verdade, e o interessante disso é que não existe uma característica específica para que alguém se torne engenheiro de produção. Existem vários ramos que este profissional pode atuar. Se ele for multitarefas, vai conseguir ter espaço no mercado de trabalho em empresas multinacionais. Se ele for muito analítico, pode trabalhar na área de TI (tecnologia da informação) com melhorias de processos, pois também terá uma base sólida em análise de dados. Se ele for muito criativo, consegue se encaixar em alguma agência de marketing e com sua base analítica se diferenciar dos outros. Ou seja, com as ferramentas administrativas e uma base sólida de engenharia, na minha opinião, o Engenheiro de Produção é o engenheiro mais completo hoje para o mercado de trabalho.


6. Gostaríamos que desse dicas, conselhos ou qualquer outro tipo de informação que ajude nossos leitores a decidir seguir (ou não) a sua profissão. Fique a vontade!
Se você não sabe ou ainda está em dúvida com o curso que colocou na ficha de inscrição do vestibular, não fique preocupado. Focar nos estudos é o melhor jeito de tirar essa dúvida da cabeça. Se você tem medo de perder tempo ao entrar em uma faculdade e depois descobrir que não era aquilo que queria, não se preocupe, pois nada que você aprende é jogado fora. Todas as informações que você absorve faz com que você se torne um profissional mais capacitado. Conheço pessoas que perderam algum tempo em decidir a sua profissão, mas ganhou muito com a diversidade de conhecimento que tinha.

Após esta esclarecedora entrevista, como de praxe em nosso Guia, disponibilizamos abaixo alguns sites e blogues com mais informações sobre esta bela carreira. Vale a pena acessar. E já fica combinado nosso encontro para a sexta-feira que vem, com mais uma matéria do “Guia de Profissão 2013” do Portal infoEnem!

Fonte: InfoEnem