sexta-feira, 10 de maio de 2013

Aulas do PBVest 2013 começam neste sábado em 32 municípios

Sexta-feira, 10 de maio de 2013 - 17h53

As aulas do Programa Vestibular Social do Governo do Estado (PBVest) 2013 começam neste sábado (11) e deverão prosseguir até 31 de outubro. Até o meio dia desta sexta-feira (10), das seis mil vagas ofertadas pelo programa este ano, 5.384 já haviam sido preenchidas. Ainda há vagas nas cidades de Araruna, Alhandra, Cruz do Espírito Santo, Cuité, Jurú, Mamanguape, Pedras de Fogo, Piancó, Picuí, Santa Rita, Sumé e Taperoá. As inscrições se encerram às 23h59 desta sexta-feira (10) e podem ser feitas por meio do site www.pbvest.pb.gov.br.
As vagas são destinadas aos alunos que estão cursando a 3ª série do Ensino Médio em escola pública ou que tenham concluído na rede estadual. No ato da inscrição, o aluno deve informar o município onde pretende fazer o curso e, em seguida, se dirigir aos pólos portando RG, CPF e duas fotos 3×4 para preencher a ficha de matrícula presencial. As aulas ocorrerão aos sábados, a partir das 7h30 até às 17h50, com intervalo para almoço do meio dia até às 13h30. O aluno só perderá o direito a participar do curso se obtiver menos de 75% de presença às aulas durante o mês e por indisciplina em sala de aula.
Este ano, o foco do curso é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Desta forma, o aluno utilizará dois materiais: um de acompanhamento das aulas e outro com perguntas e respostas que abordam o conteúdo do Enem. Os módulos já foram entregues nas escolas onde será ministrado o curso, informou o coordenador do PBVest, Américo Falcone, acrescentando que a expectativa é de que os alunos matriculados obtenham resultados melhores que os do ano passado.
As aulas serão transmitidas on line com a presença de monitores nas salas para esclarecer dúvidas sobre os conteúdos apresentados e organizarem a parte técnica da transmissão dos conteúdos. No site do PBVest, estão disponibilizadas 352 aulas gravadas do programa de 2012 e, as deste ano, ficarão disponíveis à medida que forem apresentadas aos alunos. O curso será oferecido em 37 pólos localizados em 32 municípios.
Cidades e respectivos locais das aulas:
Cidade
Escola
Vagas
Alagoa GrandePadre Hildon
150
Alagoa NovaProf. Cardoso
150
ArarunaBenjamin Maranhão
200
AlhandraRenato Ribeiro Coutinho
200
CabedeloPedro Anibal Moura
150
Abreu e Lima
50
CajazeirasMons. Constantino
200
Campina GrandeHortêncio Ribeiro
200
Catolé do RochaEscola Agrotécnica
200
Cruz do E. SantoFernando Milanez
150
CuitéHorlando Venâncio
150
GuarabiraAntenor Navarro
150
ItabaianaAntonio Batista
150
ItaporangaAdalgisa Teódulo
150

João Pessoa
José Lins
150
CPDAC
200
Lyceu
200
Paulo VI
200
Horácio de Almeida
150
Débora  Duarte
200
JurúAmérica Florentino
100
MamanguapeRui Carneiro
150
Rio TintoSem. Luiz Gonzaga Burity
100
MonteiroSanta Filomena
150
PatosDr.  Dionísio
200
Pedras de FogoGetúlio César
100
PiancóSanto Antônio
150
PicuíProf. Lordão
150
PombalArruda Câmara
250
Princesa IsabelNª S do Bom Conselho
100
Santa RitaJoão Úrsulo
150
São BentoJosé Felinto de Moura
150
SapéEstela de Freitas
150
Serra BrancaSenador José Gaudêncio
100
SoledadeTrajano Nóbrega
150
SousaCentro de Ensino
200
SuméJosé G. de Queiroz
150
TaperoáFélix Daltro
150



Disponivel em: http://www.paraiba.pb.gov.br/68853/aulas-do-pbvest-2013-comecam-neste-sabado-em-32-municipios.html

quinta-feira, 9 de maio de 2013

UFCG convoca 757 candidatos na 3ª chamada do Vestibular 2013.1. Confira!


A Comissão de Processos Vestibulares (Comprov) divulgou na tarde desta quarta, dia 08, a 3ª chamada do Vestibular 2013.1 da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Foram convocados 757 novos classificados.

Os novos convocados deverão realizar o cadastramento nos dias 14 e 15 deste mês, nas coordenadorias dos cursos e dos campi para os quais foram aprovados.

O horário de atendimento será das 8h às 11h30 e das 14h às 17h.

Resultado abaixo:
Serão exigidos os seguintes documentos: originais e cópias (que poderão ser autenticadas pelo servidor da UFCG) do certificado de conclusão do ensino médio (2º grau) ou curso equivalente, ou diploma de graduação em curso superior; identidade; CPF; título de eleitor para os brasileiros maiores de 18 anos, com comprovante de presença na última eleição; prova de quitação com o serviço militar, para os brasileiros do sexo masculino e maiores de 18 anos; certidão de nascimento ou de casamento; e comprovante de residência.

O não comparecimento ou a não apresentação da documentação exigida implicará na perda do direito aos resultados da classificação no Vestibular.

Caso ainda haja vagas remanescentes, ocasionadas pelo não aparecimento dos candidatos classificados, a Pró-Reitoria de Ensino (PRE) divulgará outras duas chamadas, previstas para serem divulgadas nos dias 22 de maio e 03 de junho.

Portal Comprov

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Exame terá provas em outubro e inscrições vão de 13 a 27 deste mês

Quarta-feira, 08 de maio de 2013 - 18:38

Com o secretário executivo Henrique Paim, o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, e o secretário de educação superior, Paulo Speller, o ministro Aloizio Mercadante anuncia a nova edição do Enem (Foto: Letícia Verdi/MEC) A edição 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizada em 26 e 27 de outubro. A inscrição deverá ser feita de 13 a 27 de maio. O prazo final para o pagamento da inscrição de R$ 35 é 29 de maio. O edital com todas as informações do Enem será publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 9.

No primeiro dia de aplicação do Enem, os candidatos farão questões de ciências humanas e ciências da natureza. No segundo dia de provas, serão aplicadas as questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática.

Entre as mudanças no edital 2013, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou mais rigor na correção das redações. Este ano, a discrepância entre as notas dos dois corretores independentes não pode ultrapassar 100 pontos – no ano passado, a discrepância era de 200 pontos. Se houver discrepância maior de 100 pontos, a redação passa por um terceiro corretor. Caso a discrepância permaneça, a correção é feita por uma banca de especialistas.

A estimativa do Ministério da Educação é de que, com esta alteração no processo de correção, uma em cada três redações sejam encaminhadas ao terceiro corretor.

“A avaliação nossa é que foi muito positivo o êxito que tivemos. Mesmo assim a gente aprende. A vista pedagógica das redações é exatamente para ter um debate e aprimoramento do processo”, salientou o ministro. Segundo ele, os corretores também receberão aprimoramento no treinamento.

A partir desta edição também está prevista a anulação das redações que apresentem partes do texto deliberadamente desconectadas com o tema proposto. A mudança está prevista com a inclusão do item 14.9.5 no edital do Enem.

As redações são corrigidas com base em cinco competências, que valem de zero a 200 pontos. Redações com discrepâncias maiores que 80 pontos entre as competências também são corrigidas por um terceiro corretor. O novo edital do Enem prevê maior exigência no nível cinco da competência I – demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita. Desvios gramaticais ou de convenções de escrita serão aceitos como excepcionalidade e quando não caracterizarem reincidência.

Logística – A previsão do MEC é de que mais de 6 milhões de pessoas façam o Enem este ano. A prova será realizada em 1.632 municípios brasileiros, em 15 mil locais de aplicação. A aplicação envolverá 600 mil profissionais, entre coordenadores, chefes de sala, fiscais e apoio. Este ano, o processo de certificação do Enem contará com 3.622 pontos de atenção.

Entre as melhorias desta edição do Enem, o MEC vai oferecer atendimento telefônico para todos os participantes que solicitarem atendimento específico e diferenciado.




Paula Filizola

Ouça exposição do ministro Aloizio Mercadante sobre o Enem 2013
Veja a apresentação do ministro Mercadante sobre o Enem

Palavras-chave: Enem

CONFIRA O EDITAL


terça-feira, 7 de maio de 2013

Inscrições dos Jogos Escolares para a etapa de João Pessoa terminam nesta sexta-feira

Terça-feira, 07 de maio de 2013 - 18h16

 


Termina nesta sexta-feira (10) o prazo de inscrição dos Jogos Escolares e Paraescolares da Paraíba 2013 categoria 12 a 14 anos, da 1ª região de ensino, que é composta pelas escolas públicas e privadas de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Conde, Cabedelo, Alhandra e Cruz dos Espírito Santo. Os representantes das escolas interessadas em participar dos Jogos devem comparecer à Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), das 8h às 12h e das 14h às 18h.
O professor José Hugo, um dos coordenadores dos Jogos, afirmou que o prazo para inscrição das escolas polarizadas pela região de João Pessoa durou mais de um mês e não se estenderá. “É importante que os representantes das instituições de ensino não deixem de comparecer dentro do prazo, pois não vai se estender. Até agora, o movimento para a inscrição tem sido intenso e é sempre bom reforçar para que as informações fiquem bem esclarecidas”, alertou.
O secretário da Juventude, Esporte e Lazer, Tibério Limeira, destacou que nenhuma escola precisa pagar para se inscrever. “A inscrição dos Jogos é gratuita para as escolas municipais, estaduais ou da rede privada de todas as regiões. Pelo terceiro ano consecutivo, o Governo do Estado dá o apoio total para o considerado maior evento desportivo escolar do Estado”, frisou Tibério.
A etapa de João Pessoa vai ter início no dia 24 deste mês e terá duração de 10 dias e a solenidade de abertura será no ginásio do Colégio Marista Pio X. Os Jogos já estão acontecendo na região de Sousa e Cajazeiras e nesta quinta feira (9) será a vez de Guarabira. Os Jogos Escolares e Paraescolares da Paraíba são realizados pelo Governo do Estado, por meio da Sejel em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEE).

domingo, 5 de maio de 2013

Governo do Estado abre inscrições com 6 mil vagas para PBVest 2013

 Sexta-feira, 03 de maio de 2013 - 17h45



O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou nesta sexta-feira (3) o edital de inscrições do Processo Seletivo para o Projeto Pré-Vestibular do Estado da Paraíba (PBVest), que será oferecido em 32 cidades polos do Estado. As inscrições poderão ser realizadas a partir desta sexta-feira (3) até o dia 10 de maio pelo site www.pbvest.pb.gov.br.
Este ano estão sendo oferecidas seis mil vagas para alunos que estão cursando a 3ª série do Ensino Médio em escola pública ou que tenha concluído na rede estadual. O curso objetiva reforçar e ampliar o conhecimento dos alunos que pretendem concorrer às vagas dos cursos de graduação por meio de processos seletivos, principalmente o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Inscrições – Os alunos deverão informar no ato da inscrição o município onde pretende fazer o curso e, posteriormente, se dirigir aos polos munidos de RG, CPF e duas fotos 3×4 para preencher a ficha de matrícula presencial. As aulas ocorrerão aos sábados no período de 11 de maio a 31 de outubro em horário integral. O aluno só perderá o direito a participar do curso se obtiver menos de 75% de presença às aulas durante o mês e por indisciplina em sala de aula.
De acordo com o coordenador do PBVest, professor Américo Falcone, as inscrições já foram encerradas nos municípios de Alagoa Nova, Catolé do Rocha, Campina Grande, João Pessoa, Patos, Pombal, Santa Rita, São Bento e Soledade. “O projeto é tão exitoso que no primeiro dia de inscrição, devido à alta procura, as vagas se esgotaram em muitos municípios. No entanto, os alunos destas localidades poderão preencher o cadastro de reserva nas coordenações, caso haja desistência no início das aulas”, destacou o professor.
As aulas serão transmitidas online com a presença de monitores nas salas de aula para esclarecer eventuais dúvidas dos alunos sobre os conteúdos apresentados. Eles ainda receberão todo o material didático impresso durante o curso.
Municípios atendidos – O curso será oferecido nos municípios de Alagoa Nova, Alagoa Grande, Araruna, Alhandra, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Cruz do Espírito Santo, Cuité, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Jurú, Mamanguape, Rio Tinto, Monteiro, Patos, Pedras de Fogo, Piancó, Picuí, Pombal, Princesa Isabel, Santa Rita, São Bento, Sapé, Serra Branca, Soledade, Sousa, Sumé e Taperoá.

Cidades e respectivos locais das aulas:

Cidade
Escola
Vagas
Alagoa GrandePadre Hildon
150
Alagoa NovaProf. Cardoso
150
ArarunaBenjamin Maranhão
200
AlhandraRenato Ribeiro Coutinho
200
CabedeloPedro Anibal Moura
150
Abreu e Lima
50
CajazeirasMons. Constantino
200
Campina GrandeHortêncio Ribeiro
200
Catolé do RochaEscola Agrotécnica
200
Cruz do E. SantoFernando Milanez
150
CuitéHorlando Venâncio
150
GuarabiraAntenor Navarro
150
ItabaianaAntonio Batista
150
ItaporangaAdalgisa Teódulo
150
 João PessoaJosé Lins
150
CPDAC
200
Lyceu
200
Paulo VI
200
Horácio de Almeida
150
Débora  Duarte
200
JurúAmérica Florentino
100
MamanguapeRui Carneiro
150
Rio TintoSem. Luiz Gonzaga Burity
100
MonteiroSanta Filomena
150
PatosDr.  Dionísio
200
Pedras de FogoGetúlio César
100
PiancóSanto Antônio
150
PicuíProf. Lordão
150
PombalArruda Câmara
250
Princesa IsabelNª S do Bom Conselho
100
Santa RitaJoão Úrsulo
150
São BentoJosé Felinto de Moura
150
SapéEstela de Freitas
150
Serra BrancaSenador José Gaudêncio
100
SoledadeTrajano Nóbrega
150
SousaCentro de Ensino
200
SuméJosé G. de Queiroz
150
TaperoáFélix Daltro
150
 

Interação professor/aluno no contexto escolar

Autoras

Lízia Ramos e Amélia Porto

Segundo o Aurélio “interação” quer dizer: ação que se exerce mutuamente entre duas ou mais coisas ou duas ou mais pessoas. Portanto, interação professor/aluno implica mutualidade, troca, entre pessoas diferentes. Segundo Souza, 2005:

Como humanos, procuramos nas relações com os outros, algo que nos falta. O aluno não vai à escola somente para aprender conteúdos, bem como o professor, que ao fazer opção pelo magistério, busca algo para além do profissional, também pessoal, da instância da emoção. [...] Portanto, o processo de aprendizagem pode ser beneficiado, quando professor e aluno buscam conhecimento mútuo de suas necessidades, têm consciência de sua forma de se relacionar e percebem as diferenças de cada um ao se relacionar com o outro. SOUZA, (2005)


 Desta forma, a análise da relação entre professor/aluno envolve interesses e intenções. Apesar da importância da existência de afetividade, confiança, empatia e respeito entre professores e alunos, para que se desenvolva a leitura, a escrita, a reflexão, a aprendizagem e a pesquisa autônoma, deve-se considerar também que os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor. O valor pedagógico da interação professor/aluno é inegável, pois, mediante essas trocas, constrói-se o conhecimento. Nesse processo, o professor é aquele que incentiva, estimula, ativa e orienta a construção do conhecimento.  ABREU et MASETTO (1990: 115), afirma que

“é o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos; fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade”.

Segundo Piaget, emoção e aprendizagem não andam separadas, mas alternam-se em uma mutualidade. Portanto, a relação do professor com o aluno é uma relação onde inúmeras emoções são suscitadas.  Para o professor, saber interpretar comportamentos de alunos assim como sua relação com os pais, a sociedade e eles mesmos é um instrumento importante no processo de aprendizagem. Segundo Souza (2005), o aluno, ao chegar na escola, traz de casa o autoconceito, e sua autoestima, a partir da relação que desenvolveu com os pais. O professor, em sala, deve repetir essa experiência, a fim de expandir seu autoconceito e melhorar sua autoestima. Segundo o mesmo autor:

 o professor apresenta-se à criança hierarquicamente mais poderoso, psicologicamente melhor estruturado e com recurso de linguagem mais amplo.  A criança encontra-se, portanto, em uma posição não inferior, mas numa posição mais frágil nessa relação, daí não se poder falar de relação de igualdade. São os diferentes se relacionando num mesmo espaço, onde o professor, melhor equipado, deve fornecer ao aluno, recursos de linguagem, de expressão de emoções e de expressões de sua dificuldade de aprendizagem, para que possa ajudá-lo. SOUZA, (2005)


Dentro desse contexto, a relação professor e aluno é uma relação de poder, na qual o professor, hierarquicamente mais poderoso, deve ser aquele que conduz o processo de ensino e aprendizagem, de forma amigável, estimulando, orientando, incentivando, reforçando e apontando falhas. A autoridade do professor, portanto, é um fato inerente à sua função. Entretanto, essa não é uma relação unilateral, pois a construção do conhecimento acontece mediante o diálogo. Professor e aluno trocam experiências. Mediado pelo professor, o aluno exerce sua atividade cognitiva sobre o objeto de estudo: observa, compara, analisa, constrói e testa hipóteses, classifica, ordena, localiza-se no tempo e espaço, deduz, avalia e julga.

Um dos aspectos a ser destacado na interação professor aluno é a disciplina, entendida aqui como um conjunto de normas comportamentais que podem ser impostas ou serem aceitas livremente pelo indivíduo, regulando o seu comportamento. Quando imposta, temos a heterodisciplina, ou seja, disciplina de fora para dentro. Quando aceita livremente, temos a autodisciplina. Quando construída mediante o diálogo entre professor e alunos, as regras e princípios elaborados tendem a ser mais eficazes, uma vez que passa a ser entendida como uma construção do grupo. São combinados que regem a interação entre os pares e o professor, essenciais à dinâmica em sala de aula.

Algumas sugestões para o desenvolvimento da autodisciplina:

·       Analise e discuta as normas propostas coletivamente, acatando sugestões quando pertinentes, estimulando a participação de todos nesse processo;

·       Privilegie os procedimentos que promovam o autoconceito positivo dos alunos;

·       Evite repreensões em público que possam causar constragimentos, descartando a prática de “rótulos”, usando sanções que de fato sejam educativas e estejam relacionadas ao objeto da repreensão;

·       Justifique as regras propostas e suas necessidades como elementos reguladores de ações no processo interativo;

·       Considere e respeite a história pessoal de cada aluno ao repreendê-lo, explicando-lhe a inadequação de sua conduta.

É muito comum ouvirmos de professores que, evitam atividades de grupo em sala de aula, ou saídas de sala para trabalho de campo, por considerá-las, equivocadamente, como causadoras de indisciplina. Não podemos confundir participação ativa dos alunos no processo de construção de conhecimento, em que a troca de experiências e o diálogo entre os pares se fazem necessários, como indisciplina escolar. A participação ativa dos alunos em sala de aula, e a redução da indisciplina são estimuladas quando:

·       As atividades propostas envolvem desafios que exijam esquemas cognitivos de natureza operativa;

·       São propostos jogos e trabalhos em grupo que exigem interação entre os participantes;

·       As atividades propostas exigem a expressão oral, o falar e o ouvir, formular hipóteses ou externar opiniões e dúvidas;

·       As tarefas são distribuídas e as funções de cada um são preestabelecidas, exigindo comprometimento e responsabilidade no cumprimento das mesmas;

·       As ações docentes são expressas com clareza e sua orientação de conduta junto à turma expresse atitudes seguras expostas e exigidas de forma compreensiva.

Os motivos que levam uma criança a aprender, podem ser os mesmos que a conduzem à não aprendizagem. A busca de prestígio junto ao professor e ao grupo de colegas, ser percebido pelo professor e pelos pais, sentir-se assistido, exigindo cuidados individuais são alguns exemplos. Portanto, estar atento às respostas dos alunos durante o processo de ensino e aprendizagem é outro fator relevante na interação professor /aluno.

Segundo Souza (2005)

A criança aprende para atender à expectativa do professor de aprendizado dela, como também não aprenderá para não atender à essa expectativa, numa tentativa de chamar a atenção ao professor para diversas dificuldades que não sejam propriamente cognitivas, como a dificuldade de socialização, dificuldade de adaptação, ou dificuldade de satisfazer as exigências dos pais. O não aprender pode ser um grito de socorro que a criança faz ao professor, para que esse a ajude. SOUZA (2005)  http://www.psicopedagogia.com.br/opiniao/opiniao.asp?entrID=382

 Portanto, para que o professor possa de fato constituir-se um elemento agregador no processo de ensino e aprendizagem dos seus alunos é importante que conheça os seus alunos, saiba um pouco da história de cada um e os motivos reais que movem o seu ato de aprender, procurando incentivá-los nesse processo. Sua relação com o aluno depende fundamentalmente do clima estabelecido nessa relação, da sua empatia com o grupo, da sua capacidade de dialogar, refletir e discutir, de analisar e compreender os seus alunos, criando pontes entre o seu conhecimento e o conhecimento que constitui a bagagem cultural de cada um deles. Educá-los para as mudanças, para a autonomia, para a liberdade possível numa abordagem global, trabalhando o lado positivo dos mesmos e a sua formação cidadã, incutindo-lhes a consciência de seus deveres e de suas responsabilidades sociais.


Disponivel em: http://portoconsultoriaetreinamento.blogspot.com.br/

Professores aprendem a abordar temática em cursos de formação


Há dez anos, a legislação brasileira determina como obrigatória a inserção das relações etnorraciais nos currículos da educação brasileira. Cursos de formação continuada oferecidos pelas redes de educação de estados e municípios ajudam os professores da educação básica a elaborar projetos criativos sobre o tema.

“O preconceito morre com o conhecimento, que gera frutos belíssimos em sala de aula, a começar com o nascimento da tolerância”, ensina a professora Fátima de Castro, que leciona artes na Unidade de Educação Básica Rubem Teixeira Goulart, em São Luís, Maranhão. Há três anos, ela inclui estudantes do sétimo ao nono ano do ensino fundamental no projeto pedagógico Cultura Afro-brasileira na Sala de Aula. São ações multidisciplinares que envolvem, principalmente, pesquisas.

A inserção do ensino de história e da cultura afro-brasileira e africana na grade curricular da escola começou em 2005, com a formação continuada para professores e gestores. A diretora, Ana Célia Peixoto Lopes, fez o curso e passou a orientar os professores quanto à importância de destacar as questões etnorraciais em sala de aula.

“Tínhamos dificuldades na gestão de sala de aula por problemas de preconceito entre os alunos”, afirma. “Isso acabou quando os próprios alunos foram estimulados a buscar informações. Hoje, não precisamos mais impor respeito entre eles.”

Visita — A transformação na escola começou com a visita a uma comunidade quilombola no povoado de Filipa, na zona rural de Itapecuru-Mirim, a cerca de duas horas da capital maranhense. Formada há mais de cem anos, a comunidade tem ruas de terra batida, casas de taipa com telhado de palha e mantém a tradição do tambor de crioula, dança de origem africana em louvor a São Benedito. Os descendentes dos escravos sobrevivem da pesca e da produção artesanal de farinha de mandioca.

O Centro de Cultura Negra do Maranhão calcula em 527 as comunidades quilombolas no estado. “Os alunos foram até o quilombo da Filipa, e os moradores de lá visitaram a escola para ensinar a técnica de fazer sabonetes de babaçu”, conta a diretora. A oficina e as histórias de luta da comunidade quilombola sensibilizaram os alunos. “Essa aproximação trouxe conhecimento e gerou respeito, pondo fim ao preconceito.”

Legislação — O curso de formação para a rede pública municipal em São Luís foi ministrado à época por Ilma Fátima de Jesus, hoje coordenadora-geral de educação para as relações étnico-raciais do Ministério da Educação. Segundo ela, os cursos de formação continuada são importantes e devem ser cumpridos pelas redes de ensino, em conformidade com a legislação brasileira. A Lei nº 10.639, de 9 de janeiro 2003, e a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educacional Nacional) tornam obrigatória a inclusão no currículo da educação básica da temática da história e da cultura afro-brasileira.

“À época em que muitos professores da educação básica se formaram não havia orientação para a inserção de conteúdo afro-brasileiro nas diretrizes curriculares. Atualmente, as universidades devem incluir essas questões nos cursos de formação de professores”, explica a professora. Segundo Ilma, os cursos de formação continuada ajudam a discutir agendas para melhorar a educação.

No curso, são traçadas estratégias para tornar as aulas mais interessantes para os alunos. “É preciso leva informação para a sala de aula, e há muito desconhecimento da contribuição africana na formação da nossa identidade, da exclusão dos negros, da contribuição de vários escritos negros para a literatura”, exemplifica Ilma. Em 2010, ela publicou o livro Educação das Relações Étnico-Raciais, que reúne sugestões de abordagens dessa temática para os anos iniciais e finais do ensino fundamental. A publicação contém textos, imagens, atividades, glossário e sugestões de livros, filmes, músicas e sites para os professores.

Origens — Em 2011, a professora Fátima, apaixonada pela temática, foi convidada a fazer palestra em Brasília sobre projeto cultural afro-brasileiro na 1ª Conferência Nacional do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) do Ministério da Educação. “Não sou descendente de africanos, mas tenho identificação com as cores, os adereços, com a cultura afro”, diz Fátima, que já visitou o Museu AfroBrasil, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. “Quero levar mais conhecimentos sobre nossas origens africanas para a sala de aula”, diz. “Todos nós herdamos muito. Todos têm pilão, peneira em casa. Isso é cultura incorporada.”

O Museu AfroBrasil, fundado em 2004, é visitado por professores de escolas públicas de todo o país. A cada ano, em outubro, é oferecido curso gratuito para docentes. “É um museu de história da afro-brasilidade. Ele resgata todo esse conhecimento que ficou na atmosfera brasileira, nas artes, na memória e na história”, diz o diretor, Emanoel Araújo.

Segundo Araújo, o museu ajuda os professores a descobrir momentos da história do Brasil que não estão em livros e que foram importantes para a formação da identidade nacional. Ele cita, por exemplo, a participação dos negros na Guerra do Paraguai [1864-1870], na expulsão dos holandeses [século 17], e na Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo.

“Ainda há muita desinformação, e muitos professores saem daqui impressionados porque descobrem que há muito o que estudar”, afirma a pedagoga e antropóloga Ana Lúcia Lopes, coordenadora curatorial da instituição. “O museu oferece essa visão ao mudar a chave de leitura da história do Brasil.”

“O desconhecimento dessa riqueza histórica é o que consolida o preconceito e a discriminação”, conclui a professora Fátima.

Rovênia Amorim

Saiba mais no Jornal do Professor

 
Palavras-chave: formação continuada, cultura afro-brasileira